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A corrida maluca para o verde se acelera

A cada nova ida ao supermercado, à loja de material de construção ou mesmo nos intervalos da programação da TV e nas revistas, deparamo-nos com cada vez mais produtos se dizendo "eco", "verde", "amigo do meio ambiente", "que preserva a natureza".
A lista é extensa, mas, infelizmente, constatamos que a grande maioria ainda é "maquiagem verde". Sinais de que a corrida maluca para o verde - isto é, distorções dos conceitos para se fazer parecer sustentável sem ser - cresce a cada dia.
Recente pesquisa sobre tendências para o consumo consciente, realizada pelo Monitor de Responsabilidade Social Corporativa 2009, publicada na edição deste mês da revista Ideia Socioambiental,indica que apenas 8,2% do consumidores se caracterizam como retaliadores, ou seja, deixam de comprar produtos e ainda criticam a empresa para terceiros, disseminando informações negativas.
Há mais um argumento para a empresa não mudar e acelerar ainda mais a corrida maluca para o verde. No Brasil, ainda não existem números sobre maquiagem verde, mas na Austrália, recente levantamento, identificou que 98% dos produtos oferecidos como verde são "maquiados".
Temos a população do planeta mais preocupada com as mudanças climáticas e disposta a até pagar mais caro por produtos e serviços que possam contribuir para um mundo melhor. Algumas empresas sabendo disso têm exagerado em sua comunicação e cometido erros que poderiam ser
classificados como propaganda enganosa ou mesmo falsidade ideológica.
Esses comportamentos têm causado mais ceticismo e desconfiança no consumidor e dificultado o posicionamento de ações consistentes em sustentabilidade. Por falta de opção e informação correta, os consumidores brasileiros continuam levando para casa produtos que podem prejudicar a saíde de suas famílias propagandeados como "mais sustentáveis" porque têm rótulos e embalagens recicladas.
A falta de uma legislação adequada que proteja o interesse do consumidor tem feito com que seja possível se anunciar pão-de-queijo que não contém queijo, produtos como ecológicos que agridem a natureza e se estimular o uso de água sanitária como mais sustentável só porque sua embalagem é feita de material reciclado.
É interessante perceber que existem empresas multinacionais fazendo isso em nosso País, mas que não se atreveriam a fazê-lo nos EUA onde poderiam estar sujeitas a multas milionárias pela Federal Trade Commission.

Newton Figueiredo é fundador e presidente do Grupo SustentaX, que desenvolve, de forma integrada, o conceito de sustentabilidade ajudando as corporações a terem seus negócios mais competitivos e sustentáveis, identificando para os consumidores produtos e serviços sustentáveis e desenvolvendo projetos de sustentabilidade para empreendimentos imobiliários.

Bahia vira novo polo de mineração do País

Ferro, níquel, ouro, bauxita, até o raríssimo tálio, hoje explorado comercialmente em apenas dois pontos do mundo (China e Casaquistão), entre outros 30 minerais, fazem da Bahia o local mais procurado do País pelas mineradoras. Os investimentos já assegurados em novas minas para os próximos três anos chegam a R$ 10 bilhões, mas podem alcançar o dobro, com a conclusão de estudos de viabilidade que estão sendo realizados.
Nos últimos quatro anos (2007-2010), o número de requerimentos de área para pesquisa mineral no Estado, feitos ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), chegaram a 14,5 mil, desbancando Minas Gerais, com 13,2 mil. No mesmo período, a produção mineral comercializada pela Bahia dobrou, passando de R$ 850 milhões para R$ 1,7 bilhão por ano.
“É o melhor momento da história da mineração do Estado”, diz o diretor técnico da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Rafael Avena Neto, há 36 anos na estatal. “Temos o maior potencial em termos de novas minas no País.”
Uma conjunção favorável de fatores levou a Bahia ao forte desenvolvimento da atividade de mineração. A alta dos preços das commodities, impulsionada pela demanda da China, fizeram com que reservas conhecidas, mas antes desprezadas por conter concentrações menores de minérios, voltassem a ser comercialmente atrativas.
O esforço do Estado para mapear geologicamente seu solo também contribui. “Temos praticamente toda a Bahia já mapeada, por meio de estudos aerogeofísicos”, afirma o secretário estadual de Indústria, Comércio e Mineração, James Correia. A CBPM gasta R$ 6 milhões por ano para estudar potenciais reservas minerais.
Os investimentos previstos fazem a Bahia, que ocupa a quinta colocação no ranking da produção mineral do País, almejar o terceiro lugar, atrás de Minas Gerais e do Pará. “Temos a ideia de chegar a essa posição em, no máximo, dez anos”, diz Correia. “No cenário nacional, a grande novidade na mineração é a Bahia.”
Investimentos. A Bahia Mineração (Bamin), responsável pelo maior investimento individual já confirmado no Estado (US$ 2,3 bilhões nos próximos três anos), prepara-se para extrair minério de ferro da região conhecida como Pedra de Ferro, do município de Caetité, a 757 quilômetros de Salvador.

Rio ganhará primeiro parque eólico, com investimento de R$ 600 milhões

Bons ventos estão soprando no Rio de Janeiro. No próximo mês, ou no mais tardar em agosto, será iniciada a construção do primeiro parque de geração de energia eólica de grande porte no estado, informa reportagem de Ramona Ordoñez. A SIIF Energias do Brasil, empresa do grupo CPFL de energia, vai construir o parque Quintanilha Machado no município de São Francisco do Itabapoana, no Norte do Estado do Rio.
O presidente da SIIF, Marcelo Picchi, informou ao GLOBO que a unidade terá 135 megawatts (MW) de capacidade, energia suficiente para suprir o consumo de uma cidade com 500 mil habitantes. Serão investidos R$ 600 milhões, e o empreendimento deve entrar em operação durante o evento mundial Rio+20, em 2012. Durante as obras, serão gerados cerca de mil empregos. Em funcionamento, serão 300 vagas.
- É o projeto mais importante da empresa, de uma energia limpa, e que vai beneficiar a região, que é bem pobre – destacou Picchi.
Redução de 100 mil toneladas anuais de CO2
A empresa, adquirida pela CPFL em abril, estima que o parque eólico proporcionará a redução de 100 mil toneladas anuais de emissões de CO2.
O executivo explicou que para iniciar as obras só falta a companhia receber a Licença de Instalação (LI) do órgão ambiental do governo do Estado do Rio, que é esperada para a próxima semana. Na mesma semana, a companhia aguarda também a autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para assinar o contrato com a Eletrobras, holding do setor elétrico.
A autorização da Aneel é de prorrogação do prazo de entrada em operação da usina, que originalmente estava prevista para 2010. O executivo da SIIF explicou que o atraso na execução do projeto se deveu à mudança do local de construção. Originalmente, seria instalado em uma região próxima ao aeroporto de Cabo Frio. Devido a problemas de segurança levantados pela Infraero, foi necessário que se buscasse uma outra localização, o que exigiu novos estudos sobre a velocidade dos ventos.

Cemig amplia presença em eólica com compra da Renova

A tendência das grande operadoras de energia elétricas em investir fortemente no mercado de eólica deverá gerar um novo negócio nos próximos dias. A Light, que tem a Cemig como sócia-operadora, está concluindo a compra de aproximadamente 50% do capital da Renova Energia, empresa paulista controlada pela RR Participações que detém contratos (PPA, na sigla em inglês) para construir parques geradores de energia eólica totalizando 423 megawatts (MW), além de projetos em várias etapas de maturação, totalizando 1.783 MW. A Light informou desconhecer o assunto.
O movimento da Light/Cemig vai na mesma linha, por exemplo, do que foi feito pela CPFL em abril, quando a companhia paulista adquiriu, por R$ 1,49 bilhão (incluindo dívidas), 100% do capital da Siif Energies, que possui quatro parques eólicos no Ceará, totalizando 210 MW, e mais 732 MW em projetos. A iniciativa também está em sintonia com a decisão da Cemig de utilizar a Light e a Taesa (transmissora de energia elétrica) para dar sequência a seu plano de expansão.
Segundo o Valor apurou, o negócio deverá ser anunciado nos próximos dias. Além de investir em energia eólica, a Renova possui três Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em operação, na Bahia, que geram 41,8 MW e mais um portfólio de projetos em várias fases de encaminhamento que somam um total de 1.467,4 MW.
A empresa, fundada em 2000 pelos jovens executivos Ricardo Delneri e Renato Amaral, controladores da RR Participações (dona de 55,4% das ações da Renova), nasceu com o objetivo de investir em PCHs, passando a se interessar por energia eólica a partir de 2006. No primeiro leilão de eólica, realizado em 2009, a Renova ganhou o direito de instalar 14 parques geradores, conseguindo outros seis no leilão de 2010, ano em que decidiu abrir seu capital e negociar ações na Bovespa. Procurada pela reportagem, a Renova não se pronunciou até o fechamento desta edição.
Segundo fontes ouvidas pelo Valor, para a Cemig, a associação com a Renova interessa tanto pelos investimentos em eólica como pelos projetos de PCHs, embora os novos projetos da empresa paulista na área hidrelétricas tenham sido congelados por dois anos para que a empresa concentrasse seus esforços na energia dos ventos, onde os investimentos assumidos nos leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) somam R$ 1,8 bilhão. Em janeiro deste ano a diretoria do BNDES aprovou financiamento de R$ 588,9 milhões para a Renova investir nos seus projetos de energia eólica.

Empresas brasileiras avançam na busca pela sustentabilidade

Busca por eficiência energética, mudança climática, redução de emissões de gases do efeito estufa passaram a fazer parte do vocabulário dos executivos do país nos últimos anos. Até que ponto o discurso e a prática ambiental das empresas no Brasil evoluíram de forma consistente? Para Bárbara Oliveira, coordenadora do Programa de Sustentabilidade Global do Centro de Estudos da Sustentabilidade da FGV-Eaesp, o avanço é real. “Os líderes empresariais brasileiros percebem a complexidade da questão, a responsabilidade coletiva em relação ao meio ambiente e os riscos a gerir”, avalia. É pouco. “Precisamos avançar a passos mais largos”, afirma.
“A questão ambiental deve ser incorporada em todos os processos e em todas as áreas”, continua. “Deve envolver as pessoas da diretoria ao chão da fábrica e incluir toda a cadeia de fornecedores”, enumera. “Em resumo: precisa ser levada em conta em todas as decisões.” E, para ela, o ambiente de negócios no Brasil ainda está longe de chegar a esse nível de consciência. “É muito comum olhar o meio ambiente só do portão da fábrica para dentro”, diz. “Ou esquecer que tudo tem um impacto. Não adianta reduzir emissões de CO2 e triplicar o gasto de água, por exemplo.”
Apesar desses desafios, ela não acredita que o Brasil esteja atrás dos outros países na construção de um modelo de economia verde. “No momento, todos estão em busca desse modelo de sustentabilidade.” A responsabilidade por sua criação, no entanto, não deve recair unicamente sobre as empresas. “Todos precisam se envolver. Os consumidores precisam dar preferência aos produtos sustentáveis, as autoridades precisam estimular a sustentabilidade nos negócios, com incentivos positivos para ações ambientais voluntárias”, explica Bárbara.
Suzana Khan, professora da Coppe-UFRJ e vice-presidente de Mitigação do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), concorda. “O governo deve atuar no sentido de redirecionar o modelo de desenvolvimento”, afirma. Ela propõe ações práticas. “Não seria o caso de criar impostos, mas de estabelecer uma espécie de redução, de tributos verde, para diferenciar as empresas em função da pegada de carbono, por exemplo”.

Energia solar está perto de concorrer em preço nos EUA

A energia solar nos EUA concorrerá em preço com a geração convencional de eletricidade dentro de três anos, sem subsídios, graças ao declínio nos custos, segundo líderes do setor.
O custo da energia solar na Califórnia está próximo do das usinas alimentadas a gás em horários de pico da demanda, o que será um grande avanço para a geração renovável e diminuirá a dependência em relação aos combustíveis fósseis.
O custo da energia solar caiu cerca de 60% nos últimos cinco anos, em função de avanços tecnológicos, maior eficiência na produção e a queda na margem de lucro decorrente do excesso de capacidade entre os fornecedores.
A tendência promete abrir um mercado mundial muito mais amplo, embora analistas alertem para o fato de que nem todas as empresas no setor, altamente fragmentado, serão bem-sucedidas.
A energia solar não é competitiva em todos os lugares com os combustíveis fósseis. O Departamento de Informações sobre Energia, do governo dos EUA, calcula que o custo médio da eletricidade em uma usina a gás em cerca de US$ 0,06 por quilowatt-hora (kWh), em comparação aos atuais US$ 0,21 da energia solar.
Na ensolarada região Sudoeste dos EUA, contudo, em horários de pico na demanda, a diferença é bem menor.
A First Solar, do Arizona, maior empresa de energia solar do mundo em valor de mercado, espera poder assinar contratos com as concessionárias de serviços públicos da Califórnia para vender energia por US$ 0,10 e US$ 0,12 por kWh, em linha com o custo das usinas a gás nos horários de pico.
O executivo-chefe da First Solar, Rob Gillette, disse que a empresa planeja ter esse preço cortando o custo em seus módulos de energia solar de filmes finos em 20% até 2014.

Em 2050, 80% da energia será renovável, diz IPCC

Um documento divulgado nesta segunda-feira pelo Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês), o órgão da ONU para as mudanças climáticas, indica que as tecnologias renováveis podem prover 80% das necessidades de energia do planeta até a metade do século XXI. ??No texto, um sumário do Relatório Especial sobre Fontes de Energia Renováveis e Mitigação da Mudança Climática (SRREN, sigla em inglês), o IPCC afirma que quase a metade dos investimentos atuais em geração de eletricidade já é voltada para as fontes renováveis. ??No entanto, o Painel afirma que o crescimento disto depende da aplicação das políticas corretas. ??”Com o apoio consistente de políticas climáticas e energéticas, as fontes renováveis de energia podem contribuir substancialmente para o bem-estar humano ao prover energia sustentavelmente e estabilizar o clima”, disse Ottmar Edenhofer, copresidente do grupo de trabalho do IPCC que produziu o estudo. ??”No entanto, o aumento substancial das (fontes) renováveis é tecnicamente e potencialmente muito desafiador”, acrescentou. ??Cenários ??O IPCC analisou no relatório 164 cenários futuros de desenvolvimento energético. Aqueles nos quais se recorreu com mais força às fontes renováveis resultaram em um corte nas emissões de gases do efeito estufa de cerca de um terço até 2050, em comparação com as projeções ligadas a tecnologias convencionais. ??Atualmente, as tecnologias renováveis suprem 12,9% da demanda global de energia. No entanto, a maior fonte, responsável por cerca de metade do total global, ainda é a queima de madeira para aquecimento e preparo de alimentos nos países em desenvolvimento. ??Isto não é sempre verdadeiramente renovável, já que nem sempre são plantadas novas árvores para compensar as que são derrubadas. ??A tecnologia que cresce mais rapidamente é a energia gerada por painéis solares conectados, que teve um aumento de 53% na capacidade instalada de 2009. No entanto, o IPCC indica que esta tecnologia continuará sendo uma das mais caras pelos próximos anos. ??Das várias tecnologias disponíveis, a bioenergia é considerada a de maior potencial de crescimento em longo prazo, seguida pela energia solar e pela energia eólica. ??No entanto, o IPCC afirma que os governos terão de acelerar suas políticas para estimular o investimento em fontes renováveis se quiser que esta indústria cresça substancialmente. ??Saber se os governos farão isto ou não será um fator determinante para que as metas climáticas globais sejam atingidas, diz o relatório. ??Energia de sobra ??O estudo também conclui que há mais que o necessário para atingir as necessidades de energia atuais e futuras do planeta.

HSBC amplia portfólio de “seguro verde”

O HSBC Seguros prepara para o segundo semestre uma ampliação de seu portfólio de negócios relacionados às mudanças do clima, que além de criar novas fontes de receita ao banco também tem a pretensão de “educar” a população no combate aos problemas ambientais do planeta.
Até novembro, o banco deverá disponibilizar cinco novos produtos: “check-ups” ambientais e assistência de limpeza pós-enchente para residências e automóveis, além do serviço de SMS, no qual o cliente receberá informações por celular sobre as melhores rotas viárias em dias de chuvas e inundações. No caso dos diagnósticos ambientais, os clientes receberão visitas nas quais especialistas contratados pelo HSBC indicarão formas de economizar água e luz, por exemplo, ou de emitir menos poluentes, no caso dos automóveis.
Esses futuros serviços somam-se a duas opções “verdes” de seguros já existentes: o residencial e o de carros, que destinam R$ 30 por apólice vendida a projetos de preservação florestal na Mata Atlântica. De acordo com o CEO do HSBC Seguros, Fernando Moreira, em cinco anos de programa foram vendidas 600 mil apólices, gerando cerca de US$ 90 milhões em prêmios no país.
A apresentação dos novos produtos foi feita durante a abertura do Ano Internacional das Florestas, na sexta-feira, em São Paulo, com a presença de Jan McAlpine, diretora da Divisão das Nações Unidas sobre Florestas. Trata-se também da mais recente aposta do HSBC em um mercado cada vez mais cobiçado pelas instituições financeiras brasileiras.
“O lucro do HSBC será marginal, mas não vamos perder dinheiro com isso”, afirma Moreira, lembrando que banco não faz filantropia e que sustentabilidade, em seu conceito clássico, engloba questões sociais e ambientais, mas econômicas também.
A lógica nesse negócio é a do ganha-ganha. Ao mesmo tempo em que cria serviços oportunos, conectados com a mudança incontornável do clima, utiliza parte (ainda não definida) dos recursos para manter o que sobrou da mata nativa de pé. Bom para o banco, bom para a sociedade.
Esse tem sido, nos últimos anos, um desafio para os bancos: fazer da sustentabilidade algo lucrativo. No caso do HSBC, que passou a jogar pesado numa arena até então dominada pelo ABN Amro Real, a reorientação política tem o objetivo anunciado de “tornar a empresa um modelo na prática de sustentabilidade”.
Com o programa Desmatamento Evitado, clientes da seguradora ajudaram a preservar 2 mil hectares de florestas no Paraná e em Santa Catarina. Isso representa um estoque de carbono de 275 mil toneladas. Com a criação dos novos negócios, a expectativa é dobrar a área até 2015.

Alemães vão investir em energia solar no país

Amanheceu nublado, ontem, no Rio de Janeiro. “Promover um encontro assim em um dia de chuva como hoje não parece uma boa ideia, mas na Alemanha funcionou”, disse Karim ould Chih no workshop de energia solar promovido pela agência de cooperação alemã (GIZ) e pelo banco de desenvolvimento KfW. Parou de brincar na sequência. Adiantou que o governo alemão está disposto a emprestar no mínimo € 40 milhões, que podem chegar a € 90 milhões, para projetos de energia solar no Brasil.
O foco é a Copa do Mundo de futebol de 2014, com estádios e aeroportos solares, mas não só. Chih não dá detalhes da operação, mas compara com linhas similares que têm 12 anos de prazo para pagar (incluindo três de carência) e “juros interessantes”. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atuará junto ao KfW.
“Ainda não fechamos o programa para a Copa Solar 2014″, ressaltou. “Mas pretendemos atingir todas as cidades da Copa e ir além disso.” Chih é o gerente principal de projetos da divisão de infraestrutura econômica e setor financeiro para América Latina e Caribe do KfW, uma espécie de BNDES alemão. O banco está financiando ou planeja financiar estudos de viabilidade dos estádios solares do Mineirão (em Belo Horizonte), Fortaleza, Manaus e Brasília, com recursos a fundo perdido. A Alemanha é reconhecida pela dianteira na tecnologia solar e o mercado brasileiro, praticamente inexplorado, é muito atraente. KfW e BNDES estão juntos, adiantou, para que uma indústria de energia solar se estabeleça no Brasil.
“O Brasil tem a oportunidade de colocar energia solar em todos os estádios da Copa”, disse Ricardo Rühter, diretor-técnico do Instituto Ideal, criado em 2007, em Florianópolis, com o objetivo de promover energias limpas no Brasil e na América Latina. O projeto “Minas Solar 2014″, da Cemig, é uma das vitrines do setor para dar mais visibilidade à tecnologia.

São Paulo terá selo verde para empresas

O governo de São Paulo prepara o lançamento de um selo verde para empresas que consumirem apenas energia renovável em sua cadeia de produção, em especial aquela proveniente de biomassa de bagaço de cana-de-açúcar e outros resíduos sólidos.
Segundo José Aníbal, secretário de Energia do Estado, o governo quer ampliar a participação da energia “limpa” na matriz energética do Estado, concedendo benefícios fiscais a investimentos em bioeletricidade.
“As empresas têm interesse em carimbar em seus produtos o selo de energia limpa, mas, para isso, temos de aumentar a oferta”, disse à Folha.
A biomassa é uma das fontes para produção de energia com maior chance de crescimento dos próximos anos, tanto no mercado doméstico como no internacional.
Em São Paulo, forte no setor sucroalcooleiro, esse potencial é ainda maior.
Entre as medidas em análise, estão: reduzir tributos para a renovação de caldeiras que processam o bagaço de cana (processo chamado de “retrofit”); conceder diferimento de ICMS (postergação temporária do pagamento do imposto) e fazer parcerias com a CPFL, que cuidaria da distribuição da energia produzida por usinas, inclusive se encarregando de construir subestações.
Para o governo, há vantagens nesse setor: baixo custo e possibilidade de reaproveitamento dos resíduos. Além disso, a fase de colheita da commodity coincide com a estiagem em várias regiões.
Um mapa da secretaria indica demanda pelo selo verde. São 24 novas usinas já leiloadas, com capacidade de produzir mais de 316 megawatts de energia.
A capacidade de geração atual do Estado é de 2.600 megawatts, com potencial de dobrar até 2014.
Na produção de etanol, por exemplo, cerca de 28% da cana é transformada em bagaço, conforme dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Carapicuíba joga entulho até em área ambiental

Sem área licenciada para fazer o descarte de entulho e lixo, a prefeitura de Carapicuíba, na Grande São Paulo, deposita resíduos sólidos de forma irregular em mais de dez terrenos espalhados pela cidade, entre eles áreas de preservação ambiental e uma aldeia tombada como patrimônio histórico. Dono de uma empresa de caçambas, o secretário de Meio Ambiente do município, Walter Iseri, foi multado em R$ 41,8 mil pela mesma infração enquanto prestava serviço para a prefeitura em 2010.
Werther Santana/AE
Irregular. Caminhão a serviço da prefeitura joga entulho na Lagoa de Carapicuíba: administração admite falha
Antes disso, em 2009, o próprio município já havia interditado a sede da empresa de Iseri, na Estrada da Gabiroba, no bairro de Jardim Gopiúva, a 1,5 km da sede da prefeitura. Apesar de licenciada como Área de Transferência e Transbordo (ATT), que deveria separar os resíduos para reciclagem, o local estava operando fora das normas e não fazia triagem do material reutilizável.
A prática de descarte ilegal é corriqueira na cidade – de 2005 a 2007, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) aplicou sete multas e sete advertências à prefeitura por “disposição inadequada de resíduos sólidos diretamente no solo”. A última delas foi no dia 14 de abril, no valor de R$ 5,2 mil, por “disposição irregular de resíduos diretamente no solo no entorno da Lagoa de Carapicuíba”. No final do mês passado, o Estado flagrou caminhões da prefeitura despejando uma caçamba de lixo na mesma lagoa

Reino Unido vai fundar banco “verde”

O governo britânico divulgou ontem planos para criar o primeiro banco de investimento “verde” com apoio estatal do mundo – uma plataforma política essencial na transição do país para uma economia de baixa emissão de gás carbônico.
O vice-primeiro-ministro do Reino Unido, Nick Clegg, disse que o banco começará a funcionar em abril e de início se concentrará em investimentos em áreas como energia eólica na plataforma continental, tratamento de lixo e eficiência energética não residencial.
O banco será capitalizado com injeção inicial de 3 bilhões de libras esterlinas (US$ 4,8 bilhões) dos cofres do Tesouro britânico, mas terá independência do órgão e poderá captar nos mercados de capitais e do setor privado a partir de 2015.
Clegg disse esperar que o banco invista cerca de 15 bilhões de libras na economia “verde” nos próximos quatro anos.
“O banco tem por objetivo servir de ponte entre o capital de risco e a economia verde, fornecer investimento para financiar infraestrutura de baixa emissão de carbono e preparar as fundações para crescimento equilibrado de longo prazo”, afirmou Clegg, líder do partido Liberal Democrata, que integra a coalizão de governo liderada pelos conservadores.
“Em menos de dois anos, o banco de investimento verde passará de [apenas] uma ideia a [uma fonte de] fluxos de investimento e crescerá rapidamente para tornar-se uma instituição independente de investimento e, então, de captação”, acrescentou, destacando que a instituição representa “um compromisso político extraordinário”, em um momento no qual o governo corta bilhões de dólares em gastos para reduzir a pesada dívida nacional.

Londres adota meta ambiciosa de emissões

O Reino Unido se comprometeu a adotar um conjunto ambicioso de metas para reduzir as emissões de gases associados ao aquecimento global, mas disse que irá rever suas promessas se medidas deixarem os britânicos fora de sintonia com outros países da União Europeia.
Chris Huhne, secretário de Energia, disse que até 2027 o objetivo é reduzir à metade as emissões de gases de efeito estufa em relação ao que era registrado em 1990. As emissões já caíram 27% desde 1990, em parte devido à recessão.
O compromisso, que tem força de lei, coloca o Reino Unido à frente de muitos países desenvolvidos, inclusive da UE, que até agora comprometeu-se, até 2020, a um corte de 20% nas emissões a partir dos níveis de 1990.
Cedendo a entidades representativas de setores da economia para os quais as metas criam o risco de as empresas britânicas tornarem-se menos competitivas, Huhne esboçou o que alguns chamaram de “botão de emergência”: um compromisso no sentido de reavaliar as metas no início de 2014 para verificar como elas se comparam com as metas de emissões da UE.
“Se nesse momento nossas metas nacionais nos colocarem em trajetória de emissões distinta da trajetória do sistema de comercialização de emissões acordadas pela UE, então, conforme apropriado, reveremos o nosso orçamento para alinhá-lo com a trajetória real da UE”, disse ele.
Além disso, Huhne prometeu que antes do fim do ano o governo anunciará medidas para ajudar os setores que usam energia de maneira intensa a ajustarem-se à “adoção de práticas industriais de baixo carbono”.

Palha no solo de canavial reduz emissões de CO2, diz pesquisa

Em tempos em que até show de rock tenta reduzir as emissões de gás carbônico, um estudo da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Jaboticabal diz que deixar a palha no solo dos canaviais minimiza as emissões de CO2.
A pesquisa fez medições em um canavial no interior de São Paulo, com a ajuda de um aparelho que detecta as variações de CO2.
No experimento, a plantação foi dividida em três áreas”"uma coberta com 100% de palha, outra com metade e a terceira com o chão nu.
A conclusão é que as áreas cobertas com palha emitiram 400 quilos menos carbono, o que corresponde a quase 1.500 kg de CO2. Isso significa uma redução de cerca de 20% nas emissões, comparadas à área sem palha.
O cálculo considera as emissões do diesel usado pelas máquinas no campo, dos fertilizantes sintéticos e do calcário aplicado na terra.

Eólicas impulsionam negócios no setor

Até dois anos atrás, a Makro Engenharia, empresa sediada em Fortaleza, Ceará, tinha 15 funcionários contratados para cuidar da logística dos equipamentos pesados de energia eólica. O transporte das pás e das turbinas dos aerogeradores era realizado por cinco caminhões de grande porte, comprados especialmente para essa missão. Hoje, o pequeno departamento virou uma divisão de negócios.
Já são 250 funcionários. A frota de caminhões saltou para 30 unidades e outros 20 foram encomendados para o ano que vem. Os quatro guindastes usados nas operações ganharam um reforço, com a aquisição de mais duas máquinas. Dos serviços de transporte, a Makro passou a fazer também a montagem mecânica e elétrica das turbinas. Para apoiar a operação, a empresa comprou uma área de 100 mil metros quadrados, que será usada para o armazenamento de componentes.
O diretor comercial da Makro, David Rodrigues, afirma que em breve a divisão será convertida em uma companhia independente, especializada no entorno dos negócios da geração de energia eólica – desde o transporte de equipamentos à entrega completa da usina. “Esse mercado está explodindo. Entregamos 50 torres até agora, mas já fechamos pedidos para mais 250, que serão instaladas até 2012.”
Por trás das ambições dessa empresa cearense está a movimentação de mercado que receberá investimentos de R$ 25 bilhões nos próximos dois anos. Essa indústria do vento não tem atraído apenas fabricantes internacionais de aerogeradores, que estão montando sua bases no país. Uma cadeia de empresas de todos os portes já se armou ao redor do mercado eólico. E está crescendo rápido.

Vale oferece US$ 1,12 bi por grupo sul-africano

Com planos ambiciosos para o setor de cobre, a Vale anunciou ontem uma oferta de US$ 1,125 bilhão pelo controle da sul-africana Metorex. Se a proposta for aceita, a mineradora fica mais perto da sua meta de produzir 1 milhão de toneladas de cobre até 2015.
Com uma produção anual na casa das 200 mil toneladas, analistas ponderam que será preciso investir pesado para ganhar fôlego no setor. “A Vale terá de sair às compras. Acho que novas aquisições devem vir na África, que é hoje a última fronteira mineral. A China já está comprando tudo por lá”, previu Pedro Gladi, analista-chefe da SLW.
A aquisição faz parte dos planos da Vale de se tornar um dos maiores produtores de cobre do mundo. Em dezembro, durante a inauguração da mina de Tres Valles, no Chile, o diretor executivo de Metais Básicos, Tito Martins, disse que o objetivo da companhia é pular do décimo para o quarto lugar no ranking mundial dos produtores de cobre.
Em nota, a Vale informou que a maior parte dos ativos da Metorex está localizada perto dos atuais projetos da mineradora brasileira na África Central: Konkola North, em fase de desenvolvimento na Zâmbia, e Kalumines, em estudo de viabilidade. A expectativa da companhia com a compra é aproveitar as sinergias entre os projetos.
A mineradora brasileira impulsionou seus negócios na área de cobre após a aquisição da canadense Inco, em 2006, a maior aquisição já feita pela companhia no exterior. Em 2010, o cobre respondeu por 3,5% das receitas da Vale.
Para que a oferta de US$ 1,125 bilhão tenha sucesso, a Vale precisa da aprovação de 75% dos acionistas da Metorex com direito a voto. A companhia brasileira informou já ter recebido o aval “irrevogável” de alguns acionistas. Juntos, esses acionistas respondem por 25,4% do capital social da empresa. Se a aquisição for concluída, a Metorex vai solicitar fechamento de capital.

CPFL compra empresa líder em energia eólica no país

O grupo CPFL anunciou nesta quinta-feira a compra da empresa líder em energia eólica no país, a SIIF Énergies, por R$ 950 milhões. A CPFL assumiu outros R$ 544 milhões em dívidas da companhia.
A negociação foi feita junto aos fundos americanos Citi, Black River Asset Management e Liberty Mutual Insurance Company, que detinham o controle da SIIF desde 2007.
Com a aquisição, a CPFL assume a liderança em produção de energia alternativa no país.
O presidente da companhia, Wilson Ferreira Jr., diz que a compra consolida a estratégia da CPFL de crescimento em geração de eletricidade, principalmente por meio de fontes renováveis de energia.
A SIIF possui quatro parques eólicos já em operação no Estado do Ceará (Formosa, Icaraizinho, Paracuru e SIIF 5) que totalizam 210 MW (megawatts) de capacidade instalada.
Além disso, a empresa tem projetos de construção de mais 732 MW em energia proveniente dos ventos nos Estados de Ceará e Piauí, dos quais 412 MW já poderão ser vendidos no próximo leilão de energia realizado pelo governo, previsto para este ano.

Incentivo à energia limpa precisa crescer, diz agência internacional

Com a demanda por combustíveis fósseis alcançando o crescimento das energias renováveis no mundo, a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) sugere que os subsídios dos países à energia fóssil, da ordem de US$ 312 bilhões em 2009, sejam realinhados para incentivar a desenvolver e baratear as energias limpas, como a eólica e a solar.
No mesmo período, as fontes consideradas limpas receberam apenas US$ 57 bilhões em subsídios, segundo o primeiro relatório sobre energias renováveis feito pela IEA.
Apesar do crescimento entre 30% e 40% do investimento em energias renováveis nos últimos anos, a maior parte (47%) das novas fontes de eletricidade instaladas em todo o mundo na última década foi baseada em carvão.
“Precisamos ver políticas mais ambiciosas nesse campo”, resumiu Richard Jones, diretor executivo da IEA.

Interior de SP aposta no reúso de água para atrair investimentos

Os investimentos industriais esperados para a região próxima ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP) – sob o atrativo de sua expansão e da construção do trem-bala que vai ligar a cidade ao Rio, passando por São Paulo -, devem ser viabilizados com o fornecimento de água tratada a partir do esgoto. A necessidade de apostar em projetos de reúso da água surgiu da baixa disponibilidade hídrica da região no período seco, que é de apenas um terço do nível considerado crítico pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Foi esse cenário de escassez de água para grandes consumidores que levou a companhia de saneamento do município, a Sanasa, a desenvolver um projeto de reúso de água. “Sabemos que haverá expansão industrial ali e que há dificuldade em buscar água. É um mercado para nós”, diz Rovério Pagotto Junior, gerente de Planejamento da Sanasa.
Projetos de reutilização de água e controle de perdas ganham força na bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), onde está localizada Campinas e que abrange uma área que representa 7% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O local é um importante polo de desenvolvimento e a preocupação demonstrada por autoridades e representantes das empresas na região é que os investimentos não sejam afetados pela falta de água. Indústrias já instaladas na região, como a Rhodia, em Paulínia (SP), investem em sistemas de reutilização da água para expandir a produção sem aumentar o volume retirado dos rios.
A preocupação com o assunto levou o Consórcio PCJ, associação privada que reúne empresas e prefeituras da região, a promover, em conjunto com o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), um curso para capacitar as indústrias em técnicas de uso racional da água. “É muito importante que a gestão dos recursos hídricos seja bem feita nessa bacia, que sofre com a carência de água”, diz o gerente-técnico do Consórcio PCJ, Alexandre Vilella.
Nos períodos secos (outono e inverno), a oferta de água já está em situação crítica para a necessidade de abastecimento. A disponibilidade hídrica na bacia do PCJ fica em 408 m3 /habitante no ano, enquanto a situação apontada como crítica pela ONU é de 1.500 m3 /habitante/ano. Além do uso da água pelos municípios da região, parte da vazão dos rios (29 m3 /s) é levada para o Sistema Cantareira, operado pela Sabesp, que abastece 50% da região metropolitana de São Paulo.

Países tentam manter Kyoto vivo

Fora de Kyoto. Poluição na cidade de Baikalsk, na Sibéria: Rússia é um dos países que ameaçam abandonar o tratado
Começou nesta semana em Bangcoc, na Tailândia, uma tentativa dos países em desenvolvimento de manter o Protocolo de Kyoto vivo, mesmo que nações como Japão, Rússia, Austrália e Canadá se neguem a participar do segundo período do acordo.
A primeira fase de Kyoto, que instituiu metas para os países industrializados cortarem as emissões de gases-estufa, termina no fim de 2012 e ainda não está definido se haverá uma continuação. As nações em desenvolvimento, entre elas o Brasil, acreditam que é melhor ter o protocolo com um número menor de participantes do que ficar sem ele.
A União Europeia e os países da Escandinávia permaneceriam dentro do tratado. Eles avaliam que Kyoto tem exigências mais altas e é mais confiável do que qualquer alternativa apresentada hoje.
Mas países como Japão, Rússia, Canadá e Austrália vêm demonstrando não querer continuar em Kyoto. O motivo é que os Estados Unidos não ratificaram o tratado e, dessa forma, até hoje não possuem uma meta para reduzir as emissões.
Outro problema visto por eles é que grandes economias, como a China, a Índia e o Brasil, também não têm obrigação pelo tratado de reduzir as emissões dos gases que provocam o aquecimento global.
A secretária executiva da Convenção do Clima da ONU, Christiana Figueres, deu a entender que é possível trabalhar com a hipótese defendida pelos países em desenvolvimento. Ela afirmou que “não há países que se opõem ao Protocolo de Kyoto” – mesmo que não queiram fazer parte dele. Uma comparação ouvida em Bangcoc foi a seguinte: é como uma pessoa que para de fumar, mas permite que outras continuem fumando.